Santa Catarina chora por seus filhos

Venho aqui desta vez para falar de uma tragédia, infelizmente. O acidente ocorrido hoje com a equipe da Associação Chapecoense de Futebol é visto como o fim trágico de um sonho, uma possível conquista internacional.

Não sou muito fã de futebol e a Chapecoense não é meu time favorito, apesar de meu pai morar em Chapecó e de ser um time bastante forte e conhecido aqui em Santa Catarina.

O fato é que foi uma tragédia para o esporte catarinense, brasileiro e mundial. Acordamos com um soco no estômago ao saber desta triste notícia.

Mas não é pelo futebol (reforço que não sou fã número 1 de futebol), talvez não pelo esporte, mas pelos seres humanos que perderam a vida. E seres humanos do bem. Exímios atletas cumprindo a sua função: jogar futebol com qualidade, fazendo o que amam e levando um time pequeno a ser grande. São vidas, antes de qualquer outra coisa.

Vidas estas interrompidas de uma forma dura, dolorida e irreparável. O sonho de uma equipe dita pequena que com os recursos disponíveis chegou aonde chegou, e com reais chances de ser campeã da maior competição da modalidade na América do Sul, sonhando assim com uma vaga nas Libertadores da América.

Sonho interrompido pelo fatal acidente aéreo, onde restaram poucas vidas.

Talvez por gostar tanto de esportes em geral, a trajetória da Chapecoense tenha me chamado a atenção. O fato é que não tem mais time, não tem mais finalista, não tem mais final.

A tragédia é uma só. Mas parece que a repercussão em Santa Catarina é um pouco maior, principalmente no oeste do estado. Vejo vários amigos postando homenagens a alguns dos jogadores ou outros passageiros da aeronave que caiu. Na verdade, não tem muito o que falar.

Só queria me solidarizar com as famílias de todos os envolvidos na tragédia. E que mais Chapecoenses surjam em todos os esportes.

Num mundo onde estamos quase acostumados com tanta coisa ruim, é lindo ver a solidariedade entre pessoas e outros times rivais, com garantias de empréstimo de jogadores e comissão técnica para que o time possa continuar a existir até que haja uma nova formação.

Fica o pensamento do quanto somos frágeis. Não podemos prever esse tipo de coisa, e um acidente pode acontecer a qualquer momento.

Então, bora viver. Bora treinar, bora fazer o nosso melhor sempre, em todas as áreas de nossas vidas.

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O Triathlon Catarinense faz coro às palavras do triatleta Felipe que tão bem, transmitiu sua emoção, com esta tragédia.
Que se unam às famílias para superar esta dor que é de todos nós.

Santa Catarina chora por seus filhos
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